Ryan (Jorden Bennie), Mia (Chloë Sevigny) , Levi (Reece Noi), Leonie (Roma Christensen) e Riley (Karla Crome).
É noite e o estacionamento está aparentemente deserto, à não ser por um homem e por alguém que esta à sua espreita. O homem - que eu julguei ser o guarda do local- percebe que há alguém o seguindo e corre, mas não chega muito longe, já que uma saraivada de tiros quase inaudíveis o atinge e ele morre por lá mesmo. O assassino encapuzado entra em seu carro e revela-se que o assassino na verdade é uma assassina. A clássica cena da matadora retocando seu batom no espelho retrovisor interno está lá, assim como a ausência de qualquer tipo de remorso no rosto da mulher. O carro sai e entra numa espécie de galpão vazio, onde a protagonista Mia troca a placa do carro e vai tomar banho depois de um dia fazendo aquilo que faz para ganhar a vida - tirar a dos outros. E os clichês acabam por aí.
Eu acho que de uns tempos pra cá eu fiquei chato pra caramba, porque quase nada tem me agradado. Vejo as outras pessoas da minha idade por aí assistindo séries cuja graça eu desconheço e julgo uma terrível perda de tempo. Pouco depois que criei o blog eu postei sobre uma série que tinha me agradado, mas é preciso que se diga que a única coisa sobre a dita cuja da qual eu me lembro é que eu parei de assistir no episódio 14 da primeira temporada.
De lá pra cá, eu tentei (juro que tentei) assistir séries que agradam as pessoas do meu ciclo de convivência. O problema é que musicais no colegial são brochantes, amores vampiros me dão náuseas, zumbis são mais entediantes que um show da Vanusa e casas mau assombradas não são legais se a Mistério S.A. não estiver lá pra resolver a situação. Aceitando o fato de que eu definitivamente não tenho o gosto comum de alguém de 16 anos, parei de procurar algum seriado que me agradasse e esperei que ele viesse até mim. E veio.
Da forma mais inesperada possível (prcurando uma série pra minha irmã e clicando no ícone errado) eu achei esse seriado sobre o qual vos falo.
Ryan era um homem frustrado, convencido desde pequeno de que era uma mulher no corpo errado. Com algumas transformações físicas e alguns hormônios ingeridos, Ryan transformou-se em Mia, uma assassina profissional que, segundo ela, não existe, e que presta serviços para Eddie, em troca de dinheiro -que é guardado nos lugares mais improváveis - para a cirurgia que vai transformá-la de vez naquilo em que ela sempre sonhou - e acreditou - ser.
Chloë Sevigny - até então desconhecida pra mim- dá a vida à protagonista da trama. E é uma das melhores atuações que eu já vi, sendo ela incrivelmente feminina mas com pequenos gestos e expressões que denunciam os cromossomos XY. Ao ser contatada por sua ex- namorada Wendy (quando ainda era Ryan) através de uma carta, Mia descobre ser pai de um garoto de 11 anos. Como se o baque de descobrir ser pai fosse insuficiente, ela ainda é informada de que ela tem a guarda dos filhos de Wendy caso ela venha à falecer- coisa que está cada vez mais próxima já que Wendy está com câncer em fase terminal.
De início, Mia ignora a carta mas alguma coisa a convence de que ela deve ir la. Chegando em uma casa na área rural, ela encontra uma das meninas mais lindas que eu já vi (sério, aquela boca de coelhinho te deixa vomitando arco íris), que diz que "sua mãe foi caminhar com Jesus". Atordoada, Mia bate na porta e se depara com um menino que parece ter roubado seus olhos. Contudo, Riley, filha de Wendy desde a época o relacionamento com Ryan/Mia, agora com 16 anos, aparece, despeja umas verdades e expulsa Mia da propriedade. Depois de algum custo, Mia consegue entrar na casa e descobre que possui a guarda dos quatro filhos de Wendy. Indesejada por Riley, despertando uma reação dúbia em Levi (outro filho de Wendy; ainda não consegui descobrir se ele é mais velho ou mais novo que Riley), e acompanhada com curiosidade por Ryan (seu filho) e Leonie (a menina-coelhinho), Mia finalmente consegue entrar na casa e começa a viver lá, dando início à sua vida dupla em que passa o tempo livre cuidando de seu filho e de seus enteados e matando homens por encomenda.
A coisa que mais me chamou a atenção na sinopse da série foi o fato de uma transexual assassina ter de tomar conta de uma família composta apenas de crianças. Não é o típico de um filme da sessão da tarde ou de uma série popular nas redes sociais- no twitter nao achei absolutamente nada sobre a série, só no facebook que achei uma página, de onde eu tirei as imagens do post- . Foi uma coisa nova que despertou meu interesse de uma maneira que eu só me lembro de ter sentido ao saber do filme de Precisamos Falar Sobre o Kevin (ainda escrevo sobre ele aqui). Outra coisa que me deixou aliviado foi o fato da série possuir apenas 6 episódios (não tenho paciência pra coisas quilométricas que duram trilhões de temporadas com trocentos episódios cada) , e mesmo depois de ter visto todos, ainda não sei se quero ou não uma segunda temporada.
A fotografia é de uma sutilidade incrível. A delicadeza - ou a falta dela- foi uma das coisas que mais me chamou a atenção enquanto via os episódios. Uma câmera posicionada num ângulo simples e despretensioso pode tanto transmitir a cena com uma incrível serenidade quanto de forma grosseira, grotesca, como numa das primeiras cenas da série.
Ainda que gire em torno de um tema que não costumamos ver no casos de família ou no fantástico - porém que não é impossível que aconteça- a realidade alí é onipresente, e isso fica explícito nas atuações, nas locações, nos personagens, em tudo. Até certo ponto da trama, existe um "vilão". Ele não possui poderes naturais nem é um anjo caído escondido por milênios nem nada do tipo: é um homem comum que pode infernizar a vida de alguém tanto quanto aquele que é a reencarnação do capeta. Mesmo depois de ter o "vilão" aniquilado, a presença do mal continua ali, causando uma sensação claustrofóbica em quem assiste, condizendo com a realidade, quando o mal é presente mas não tem forma física: ele simplesmente existe.
Outra que coisa que chama a atenção é o conflito dos personagens. Foram raras as vezes em que os conflitos internos foram tão explícitos em qualquer tipo de mídia de entretenimento (filmes, novelas, teatro, seriados), sendo o telespectador capaz de entrar na carne do personagem e sentir tudo que se passa ali, desde Mia, passando por Riley e Ryan -dois personagens interessantíssimos, o último ainda mais- até a pequena Leonie.
Sem subtramas ou coisas que desviem o foco principal da série (talvez até tenha uma, mas acaba se fundindo com a trama principal), Hit & Miss foi uma grande surpresa pra mim, tanto que resolvi passar minhas impressões aqui (coisa que eu não fazia à algum tempo), justamente por não ter com quem comentar, já que as pessoas da minha idade ainda comentam o par de chifres do Robert Pattinson.
Aqui estou eu, à vinte minutos de uma hora da manhã, escrevendo sobre algo que é muito importante na minha vida, e eu sei que na de muitas pessoas também. Muitas pessoas podem julgar ridiculo, insano, loucura, falta de senso, esse amor que eu e milhares fãs de Harry Potter sentimos e sempre vamos sentir pela saga. Não é só mais uma porção de livros e DVDs na minha estante, é algo com o que eu convivo a nove anos, desde que eu tinha seis, e vi um filme de um garoto estranho com uma cicatriz estranha em forma de raio na testa. Há quase dez anos, pela primeira vez eu peguei um trem pra Hogwarts e tive a primeira visão do lugar que seria meu refúgio por muitos e muitos anos. Conheci amigos que nunca estiveram fisicamente ao meu lado, mas sei que sempre posso contar com eles, porque eles sempre vão estar ali, basta eu abrir um livro ou ligar minha TV que eu vou ver as pessoas que sempre estiveram e sempre vão estar ao meu lado. Eu não fazia ideia de que naquele dia, que aparentava ser um dia como qualquer outro, eu conheceria todo o universo com o qual terminaria minha infância e ficaria comigo em todas as outras fases da minha vida. Foram nove anos de ansiedades, especulações, frustrações, mas tudo, tudo valeu a pena, cada segundo, cada lágrima que eu derramei e cada sorriso que a secou, cada momento de raiva quando algo não saia do jeito que eu queria, cada momento que eu me sentia feliz porque aquilo que eu esperava de fato aconteceu, tudo. E de repente, tudo acaba. Eu não tenho mais pelo que ansiar, eu não tenho mais pelo que especular, tudo esta acabado, resolvido, não tem mais nada a ser feito. Acabou. E nessa semana, tudo de fato, acabou pra mim, pois tive minha última espera, e no momento que o dvd de harry potter e as reliquias da morte parte 2 chegou nas minhas mãos, eu senti esse vazio mais do que nunca. E agora, que eu terminei de ver o filme na minha casa, sei que de fato tudo acabou. Mas não pra mim, nem pra muitos fãs que sempre vão deixar a magia existir dentro de cada um de nós. E não terminar esse post sem citar a responsável por tudo isso. Obrigado, Joanne Rowling, por tudo. Eu te amo.
peço desculpas por qualquer erro de ortografia ou alguma coisa repetida e sem nexo que esteja aí, mas é porque eu estou com sono e é dificil de escrever uma coisa dessas sem cair no choro.
Ultimamente assunto é algo que anda bem escasso na minha cabeça, mas resolvi postar sobre um CD que vem aí e eu gostaria de compartilhar com vocês. Fundada em Jacareí, cidade do interior do estado de São Paulo, a banda Boneca Inflável tinha como principais integrantes o baixista Dragão e a vocalista Megh Stock, e como várias bandas que surgiram no início dos anos 2000, essa banda também tinha o rock como estilo preferido, levando aos palcos ritmos marcantes e letras fortes. Por volta de 2006, a banda muda o nome para Luxúria e lança seu primeiro albúm de estúdio, contendo as músicas da época do Boneca Inflável, ( deixando de fora apenas três músicas: Nave Espacial, Dilema, e um cover da banda de new wave de sucesso nos anos 80 Metrô, Tudo Pode Mudar) com alguns sons mais pesados e algumas letras formatadas. As músicas Ódio, Imperecível e Lama foram os destaques do CD, sendo lançadas como singles e alcaçando grande sucesso radiofônico, mas não desmerecendo as que não alcançaram o sucesso do público em geral. Músicas Como Frankenstein do Subúrbio, Cinderela Compulsiva e Pés no Chão agitaram os shows da banda nas casas de shows mais conhecidas pelo público fã de rock como Kazebre (SP) e Circo Voador (RJ). Em 2009 um novo disco surge com a notícia que a banda Luxúria havia acabado, e que agora os integrantes que continuaram gravaram o CD que leva o nome da vocalista, Megh Stock, misturando o rock com blues e jazz dando um ar vintage tanto musicalmente quanto visualmente ao CD, cujo o título leva o nome da primeira faixa do albúm, Da Minha Vida Cuido Eu. Foram extraídos do CD dois singles, as músicas Sofá Emprestado (será que eu gosto dessa? rs) e Ele se Sente Só, que não fizeram muito sucesso com o público em geral, assim como o próprio albúm, que não ganhou tanto destaque na mídia quanto o anterior, o que é uma pena, pois o CD é repleto de ótimas músicas, das quais pode-se citar Inveja, Mãos que Consertam e Contra o Sol .Mas os fãs que não deixaram de acompanhar a banda devido a sua mudança de estilo continuaram a ficar ávidos por shows e qualquer outra novidade que fosse relacionada à banda. Dois anos após o lançamento do Da Minha Vida Cuido Eu, a Megh dá as caras novamente, com a notícia de que um novo CD viria por aí. Em agosto, o canal no youtube da gravadora Oversonic Music divulgou alguns videos com as gravações do novo albúm, que teria data prevista para novembro. Até que finalmente, depois de muito aguardo por parte dos fãs que ficaram ansiosos para o novo trabalho, um trecho de cada música do CD denominado Minha Mente Está em Seu Caos, foi liberado no youtube. Diferente de ambos os trabalhos anteriores, o CD que cujo nome é uma frase da música Conhaque, tem como destaque, até agora, as músicas Vestido de Festa, Sambando Só e O Rei. O CD autografado pela própria Megh está em pré venda no site da gravadora, com lançamento previsto para o dia 30, enquanto isso, se curtirem, ouçam as prévias das músicas e os CDs anteriores. =) [Atualizado] O CD foi lançado e pode ser ouvido gratuitamente no site. Enjoy!
Em junho do ano passado, Pitty e o guitarrista da sua banda, Martin, fizeram uma twitcam onde uma música bem diferente foi tocada. Contando apenas com piano, voz e violão, Dançando, foi uma surpresa para todos os fãs, que sequer esperavam um música, quanto mais uma tão diferente.
Muito especulou-se até que uma página do MySpace foi aberta para divulgar as músicas do que seria um projeto paralelo da Pitty. Agridoce, consiste em músicas leves e calmas, o que não tinha espaço na banda. "Melodias suaves aos ouvidos, mas letras nem sempre leves ao coração.", disse Pitty em entrevista.
Com influências como Velvet Underground, Iron & Wine e Nick Drake, o Agridoce foi realizado com participação de ambos, tanto na parte vocal, quando na instrumental e técnica, além das letras escritas por Pitty, apenas com a intenção de criar músicas e publicá-las de maneira crua e não comercial, mas a aceitação do público foi tamanha que logo surgiram convites para shows e questionamentos sobre um futuro CD.
Durante um certo período, o Agridoce foi deixado um pouco de lado, com a gravação e lançamento do CD e DVD "A Trupe Delirante no Circo Voador", mas à pouco tempo, foi feito um perfil no twitter para o projeto, e dias depois foi anunciado um show de lançamento.
O projeto atualmente conta com sete músicas, sendo elas, em ordem de divulgação:
-Dançando;
-Epílogos e Finais;
-Romeu;
-Ne Parle Pas;
-B. Day;
-20 Passos e
-O Porto.
O show de lançamento será no dia 31/05 em São Paulo, na casa de shows Fora do Eixo, na Rua Augusta, 591. Mais informações, clique aqui.
Então, é isso, pra ouvir as músicas citadas, clique aqui, e leia também a entrevista onde a dupla dá mais informações sobre o projeto. Enjoy!
Olá! Primeiramente queria pedir desculpas pela demora pra postar, é que realmente eu estava sem assunto nenhum pra postar algo aqui, mas agora surgiu uma oportunidade.
Como muitos já devem saber, desde 2008,a Avril Lavigne anda meio sumida, soltando boatos um CD novo, que sempre é adiado, e até que no comecinho de 2010, ela dá as caras com a música Alice, tema oficial da versão Burtoriana do filme "Alice No País das Maravilhas", e pouco depois foi lançado o clipe, ganhando grande destaque na internet.
Já pro fim de 2010, o nome do tão aguardado CD, junto com a capa, fotos do encarte, e o nome do primeiro single foram lançados na internet, e logo depois, uma prévia de What The Hell foi divulgada, causando curiosidade não só dos fãs, mas da internet em geral, temendo que o novo CD fosse igual ao anterior, conhecido pela fase "rosa" da Avril, com músicas grudentas, melodias agitadas, com guitarras bem marcantes, mas com um quê enjoativo que torna o CD não tão bom quanto os anteriores, e na virada de ano, a música inteira foi lançada, parecendo ser uma música do album anterior, The Best Damn Thing, com gritos agúdos, guitarras e teclados predominando, fazendo com que fãs e não-fãs ficassem com a pulga atrás da orelha.
Então, há pouco tempo, foi divulgado uma prévia de todas as músicas do disco, deixando todos os fãs ainda mais ansiosos, e começando a criar uma esperança para os admiradores dos primeiros albuns, já que pela prévia, percebe-se que há apenas uma música com referência ao disco anterior, o single What The Hell, cabendo as outras, parecerem com as faixas dos discos de estréia da cantora, já que conta mais com o violão e voz.
Até que em um descuido, o CD 'vaza' e a internet inteira baixa pra matar a curiosidade. Resultado:
todos surpreendem-se, já que o CD baseia-se em predominar a voz, violão, em uma ou outra, piano, e a bateria leve no decorrer da música, tornando-se audível no refrão.
Realmente, é um CD que se vale a pena baixar, e comprar o físico se possível, pois não é algo enjoativo, e sim "gostoso" de se ouvir. Músicas como "Push", "Stop Stading There" e "I Love You", são algumas faixas do novo CD, que mostram que a Avril consegue fazer música boa sem espirrar tinta rosa-pink a cada acorde de guitarra.
Também presentes Rodolfo, do Omedi, e Lucas, do Vagazóides. Blogueiros deram o caminho das pedras para você se dar bem com um videolog.
Sei que a Campus Party já passou mais achei uma matéria que eu gostei e resolvi postar õ/.
Você já deve ter se perguntado o que acontece com uma pessoa para que ela se torne uma celebridade na internet fazendo videologs, aqueles vídeos em que a qualidade de produção vai do formato onde o cidadão senta na frente da câmera e diz qualquer coisa que lhe vêm à cabeça até produções mais caprichadas, com direito a convidados e cortes de câmera.
Nesse sentido o debate "Videologs e Livestreamings" que aconteceu na Campus Party foi esclarecedor. Desse debate participaram Lucas, de 16 anos, metade da dupla Vagazóides que posta vídeos sobre vários assuntos na rede; Rodolfo Castrezana, administrador do site Omedi, que também produz vídeos de bate-papo ao vivo com convidados e internautas e PC Siqueira, que atingiu o estrelato com o videolog “Mas Poxa Vida” onde cada vídeo tem cerca de 100 mil vizualizações.
Separamos alguns causos e pontos fundamentais desse debate que podem ajudar você a montar seu próprio canal de transmissão e, quem sabe, se tornar o próximo PC Siqueira.
Como começa um Videolog?
As teorias são muitas, mas o mais provável é que os videologs surjam por brotamento espontâneo. A velha máxima de Glauber Rocha que dizia que “cinema é uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” atingiu seu ápice com a internet onde qualquer um pode dizer o que pensa usando apenas uma webcam e uma conta no Youtube.
Esse caráter meio anárquico é que permite que o trabalho comece mesmo sem qualquer referência técnica, caso de Rodolfo que começou sem nenhuma inspiração: “comecei a transmitir direto da primeira Campus Party. Era tudo novo, não tinha nada parecido. Na madrugada a gente assistia ao JustinTv (videoblog estadunidense). Hoje tem o twitcam e dá para fazer qualquer coisa e o povo pode gostar ou não”, conta.
O consenso é que certos assuntos ou formatos são sucesso imediato. Imagens que apelam ao imaginário erótico, por exemplo, como observa Rodolfo: “Ontem tinha duas meninas dançando funk e transmitindo ao vivo. Mais de três mil pessoas estavam assistindo”.
Já Lucas fazia stand-up comedy mas tinha uma vergonha tremenda de aparecer em público. Foi aí que resolveu chamar um amigo que tinha uma câmera para gravar seus comentários e piadas.
O equipamento e as técnicas.
A verdade é que hoje basta uma webcam para fazer um videolog, mas o equipamento pode variar. Com o tempo, alguma edição – se o programa não for feito ao vivo –também ajuda. Para edição, Lucas começou usando o programa Videospin “mas a licença expirou”, conta. “Depois passei para o FinalCut, que também expirou. Hoje uso o iMac e consigo fazer em uma hora o que antes levava três”. O problema com Lucas é que a filmadora que ele usava quebrou, e ele está sem dinheiro para comprar outra, o que fez com que ele parasse a produção momentaneamente. Já para PC Siqueira, o áudio é mais importante que o vídeo, que por sua vez é mais importante que o texto do videolog. “Antes de começar é bom testar bastante o áudio. Ver se onde você vai gravar não tem muito som externo. Às vezes você está falando e um ônibus passa na rua fazendo mais barulho do que você falando”. Tudo isso soa muito mambembe, mas o espírito é esse mesmo. Como diz Rodolfo: “Na internet, profissionalismo é para os fracos”.
Como divulgar.
Você tem um videolog e até que ficou bacana. O problema agora é como divulgar seu trabalho. Não existe mágica. Normalmente tudo começa com a divulgação entre amigos que irão espalhar para conhecidos, de maneira orgânica, se a coisa for realmente boa.
Esse foi o caso de PC Siqueira: “comecei passando para amigos. Os primeiros vídeos tinham umas 200 visualizações. Ouço tempo depois cheguei em 600, 700. No fim do primeiro mês eu já tinha 30000 visualizações”. Lucas preferiu começar mandando seus vídeos para blogs que tinham relação com os temas que ele comentava. Nenhum respondeu. Passou a divulgar os vídeos para os amigos da escola e a coisa foi crescendo aos poucos. “Não foi nenhum viral, mas no fim foi melhor para eu me acostumar com a audiência. Se eu saísse de 100 acessos para 100 mil eu não ia saber o que fazer”, conta.
O caso de Rodolfo foi um pouco diferente. O blog Omedi já existia e já era conhecido. O vídeo foi apenas uma nova ferramenta adicionada ao blog. “O Omedi não é de um blog só de transmissão. Começamos a fazer os vídeos e a coisa começou a pegar mesmo quando a gente passou a chamar convidados. Chegamos a conseguir o Roger, do Ultraje a Rigor e o Hélio de la Peña, do Casseta e Planeta, que foi bem engraçado: ele estava online de madrugada esperando para falar com o filho dele na Austrália e acabou topando bater um papo com a gente para passar o tempo”.
Como saber que o videolog deu certo?
Na verdade o sucesso é muito fácil de ser medido. Na maior parte das vezes ele vem com críticas ou com elogios. Em outros casos, como o de PC Siqueira, o sucesso foi tanto que começou a mudar sua “rotina normal”: “eu percebi que a coisa estava grande quando não conseguia mais responder meu Twitter. Depois foi meu trabalho normal que começou a atrapalhar o blog. Aí eu vi que tinha que tomar uma decisão. Resolvi ficar só com o vídeo”.
Rodolfo coloca como definidor do sucesso o dia em que a organização da Campus Party o chamou para cuidar da transmissão online do evento. “Acho que isso não é o topo, mas é um grande começo”.
Lucas vê o sucesso com o reconhecimento do público: “Percebi que tinha chegado lá quando me pararam no shopping para tirar fotos comigo”, conta.
E o que um videolog tem que a TV não tem?
Para PC Siqueira o grande ponto do videolog é a individualidade: “você pode ser você mesmo, aliás você têm que ser você mesmo, esse é o ponto; a TV te impõe um personagem feito sob medida para agradar todo mundo, porque eles tem que agradar muita gente”, pondera.
Rodolfo pensa que a grande diferença entre os dois está na questão do anunciante: “tudo o que é feito na TV é feito pensando no anunciante o que impede que a gente seja a gente mesmo. Na internet, o máximo que pode acontecer é a gente levar um processo se a gente falar mal de alguém, mas a gente tem a liberdade de falar o que a gente quiser”.
O debate esquenta nesse ponto. PC lembra que os videologs também podem ter anunciantes, mas de um jeito diferente: “Eu tenho gente que me liga para fazer anúncios, mas eu sempre lembro que eu não vou mudar meu programa por causa do anúncio e não vou mandar para ninguém aprovar”. Rodolfo rebate com uma questão mundana: “mas e se alguém precisar do programa para pagar o aluguel? Não vai fazer o que o anunciante pedir?”. PC contemporiza: “pode ser, mas esse é o jeito que eu trabalho, acredito que a minha marca é mais importante”.
No fim todos concordam que a grande sacada dos videologs é que o criador tem total controle sobre sua criatura, inclusive controle para abrir mão do que você criou. É possível ser você mesmo, gostem quem gostar, desgoste quem desgostar.
Neste começo de ano, muitos fãs receberam a notícia de que ficarão órfãos de suas séries favoritas. Devido à baixa audiência, emissoras tentam, em uma manobra radical, resgatar o público perdido, às vezes mudando o dia de exibição do sitcom, outras fazendo alterações no elenco. No entanto, quando nada disso faz efeito, é hora de se despedir.
A série “One Tree Hill”, que estreou em 2003, na emissora americana CW, é uma das atrações que, ao que tudo indica, estão na berlinda. O anúncio oficial de cancelamento ainda não foi feito, no entanto, fãs de todo o mundo já se reuniram para assinarem uma petição a favor da permanência da série, que está em sua 8ª temporada.
O público baixo seria um dos principais motivos para o cancelamento do sitcom, que piorou após a saída dos personagens Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Peyton Sawyer (Hilarie Burton), na 6ª temporada. De lá pra cá, os produtores tentaram dar outro foco à atração, amadurecendo os personagens já existentes e adicionando novas figuras à trama. Não deu muito certo.
Outro provável motivo para a não renovação de “One Tree Hill” seria problemas contratuais do elenco e da produção.
“Life Unexpected”, no ar desde o início de 2010, também passa por maus bocados. Ao contrário de alguns boatos na internet, a série ainda não foi oficialmente cancelada. Porém, o final de sua 2ª temporada, no último domingo (23), nos Estados Unidos, não deixou pistas de que haverá uma continuação.
Segundo informações da CW, os primeiros episódios da trama conseguiram atrair cerca de 2,8 milhões de telespectadores, número que foi mantido em uma média de 2 milhões até o final do primeiro ano. Pelo jeito, não foi o suficiente para garantir o sucesso do 2º ano, seguido de permanência da atração na grade da emissora.
O fraco enredo de uma adolescente que larga tudo para procurar por seus pais biológicos parece ter sido o motivo do aperto pelo qual passa o sitcom.
Como muitos já sabem, “Smallville” é mais um seriado que se despede, embora seu término não seja nenhuma surpresa e não tenha sido ocasionado por queda de audiência. Após dez anos no ar, os produtores, aparentemente, decidiram que está na hora de encerrar a história de Clark Kent, nosso querido Super-Homem.
Recentemente, os criadores até lançaram a ideia de novas temporadas. Ao que tudo indica, a notícia não passou de uma jogada de marketing, uma vez que a 10ª temporada (atualmente no ar) está sendo divulgada na própria CW como a última do sitcom.
Por outro lado, a emissora parece estar firme quanto a renovação de três queridas séries do público: “Vampire Diaries”, “Gossip Girl” (foto acima) e “90210”. Mais uma vez, a informação ainda não foi confirmada.
Até o fechamento dessa matéria, a CW não havia anunciado o destino das atrações “Supernatural”, “Hellcats” e “Nikita”. Vale lembrar que o anúncio oficial das séries canceladas será feito em maio. Até lá, nos resta apenas especular.